Dor
Depois de tanto chorar e não conseguimos mais dormir, já pela manhã, todos se arrumaram para irmos para a PARADA DE ÔNIBUS. Então pegar o transporte e ir ate o quilometro 50 da rodovia castanhal/Curuçá, pois era onde ir ser velado o meu tio.
Lembro-me no ônibus quase nada, sei que ia ao lado do meu irmão menor e que nossa mãe nos deu saquinhos de pipoca pra mim e pro meu irmão e que quando descemos no quilometro 50, ficamos sentados em uma batente de cimento esperando o próximo carro que tínhamos que pegar, pois na época, não tinha a facilidade que temos hoje tanto pra adquirir o meio de transporte a motor, quanto não era fácil também ônibus fazer linha pra la, então esperávamos o famoso PAU-DE-ARARA pra nos levar mais 8 Quilômetros.
E na viagem tinha um tio que sempre estava andando pro lado e outro no caminhão, parece que preocupado comigo, esse mesmo tio, foi o que me carregou quando o outro tio estava bêbado querendo quebrar a casa.
Quando chegamos no lugar ainda tivemos que andar eu não né que na época logo depois do acidente eu só ficava no colo, ou sendo carregado por uma pessoa, e andamos mais por uns 400 metros pois o carro não levava ate a porta da casa.
Chegamos na casa que ate hoje existe não a mesma casa mais o local, que era de minha avó, não lembro como fomos recebidos e também não me lembro se o corpo do meu tio veio pra casa de minha avó, mais meus parentes e minha conta que ele ficou na capela da cidade, pois, muitas pessoas do lugar gostavam dele, e fui muito derrepente e as pessoas não estavam meio que acreditando, que ele havia falecido.
E pra secretar este post que pra mim esta sendo muito dolorido lembrar, quando foi no outro dia acho que pela tarde foi feito um cortejo com ele ate o cemitério como se fosse uma ultima despedida, Eu, meu irmão mais novo, e minha prima que tinha a mesma idade do meu irmão mais novo, ficamos na porta do cemitério, pois pela tradição crianças não eram permitidas entrar no cemitério, pois pessoas morrem com doenças e por ser menos resistente, as crianças poderiam pegar. E como ultima lembrança triste e dolorosa foi ver o meu avô passando com cordas que na época eu nao sabia pra que era, hoje eu sei que era pra descer o caixão.
Sei que o que faço hoje relatas esses fatos serão pra ficar pra toda eternidade